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Famílias Francesas são exemplos de boa educação?

Famílias Francesas são exemplos de boa educação?

Um famoso livro lançado no Brasil fez muito sucesso retratando as crianças francesas como exemplos de boa educação, boas maneiras e boa alimentação.

Muitos pais buscam nessa obra uma salvação para os conflitos de casa. Mas não é preciso ir tão longe.

Primeiramente, as questões culturais influenciam bastante os comportamentos e modos de lidar com cada situação e comportamento dos filhos.

O que esse livro mostra e a principal mensagem que ele tenta passar é que os limites anda são a base para a orientação aos filhos.

O que acontece é que os pais ainda buscam alternativas para educar os filhos ao mesmo tempo em que sentem imensa dificuldade em dizer não e acabam dando aos filhos mais “controle” e autonomia do que eles conseguem assimilar e lidar. E nesse ponto (claro que não é regra) as famílias francesas relatadas no livro, seguem uma linha mais conservadora e o controle ainda permanece nas mãos dos pais.

Saber esperar, entender que nem sempre conseguirá o que quer, respeitar limites, aprender responsabilidades, tudo isso retratado no livro como “pausa”, é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança e para que ela aprenda regras e limites, o que melhora o bom comportamento, mas em princípio isso pode gerar conflitos. E é nesse ponto que, em nossa cultura que coloca os desejos, vontades e necessidades dos filhos acima de tudo, os pais acabam se perdendo. Nem sempre é fácil dizer não aos filhos, pedir que esperem, evitar resolver por eles os conflitos, etc.

Mas, como aponta o livro, a “tirania” dos filhos se dá a partir dessa ideia de que eles devem ter tudo sempre e a qualquer momento, o que difere da ideia de educação implementada nessas famílias francesas que agregam os filhos à rotina da família ao invés de simplesmente viverem para os filhos.  

Claro que, sempre haverá birras, testes, choros, recusas por parte das crianças, no entanto, a intensidade, a frequência e o desgaste que esses comportamentos provocam serão menores quando a criança já tem uma base e conhece as consequências e limites de seus comportamentos e escolhas.

E é indiscutível que os filhos são e devem ser prioridades na vida dos pais. Por isso, os conceitos apresentados no livro não são tão novos e tão pouco exclusivamente “franceses”, mas certamente reforçam o quão necessário que a criança seja adaptada a vida dos pais e não ao contrário.

Larissa Fonseca é Pedagoga graduada pela USP, Pós Graduada em Educação Infantil, Psicopedagogia e Neuro Pedagogia, Psicomotricista, especialista no Universo do Brincar pelo centro de estudos filosóficos Palas Athena, em Psicanálise e Educação pelo Instituto de Psicologia da USP e em Comportamento e Desenvolvimento Infantil, Escritora. 


Site: www.larissafonseca.com.br
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