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Depressão Infantil e Antidepressivos na Infância

Depressão Infantil e Antidepressivos na Infância

O tema depressão na infância é assustador ainda mais para os pais, imaginar seus filhos passando por algo tão difícil ainda crianças. Infelizmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, que classifica a depressão como “doença mais incapacitante do mundo”, os dados são alarmantes. Apenas na última década o índice praticamente dobrou, passando de 4,5% para 8% de crianças entre 6 e 12 anos diagnosticadas com depressão.

Então sim, embora assustador, é também necessário falarmos do assunto, até mesmo como forma de prevenção.

Identificando a Depressão Infantil

Segundo alguns especialistas, os sintomas da depressão infantil podem facilmente ser confundidos com aquelas chamadas “crises” da idade, mas é importante que os pais estejam atentos a essas tais crises transitórias, se durarem mais de duas semanas, é necessário consultar um especialista, até porque, como você pode ler no nosso artigo “Como as crianças demonstram suas emoções”, as crianças ainda não tem todas as ferramentas para expressar o que sentem, e sendo assim, torna mais difícil a identificação dos sintomas de depressão.

A partir dos quatro anos de idade já pode ser diagnosticada a depressão infantil sendo um dos sintomas mais significativos as alterações no sono.

Causas da Depressão Infantil

A depressão pode ter causas genéticas, pode ser causada por um trauma (como perdas ou abusos) e também pode ter causa orgânica, ou seja, ser uma deficiência de vitaminas no organismo, por exemplo. Então, se faz necessário tanto uma avaliação psicológica quanto uma avaliação clínica por meio de exames, para compreender a causa e assim encaminhar para o tratamento adequado.

Tratamento da Depressão Infantil

Como mencionado anteriormente, o tratamento vai depender da avaliação médica e psicológica/psiquiátrica da criança. No entanto o acompanhamento através de terapia é recomendado de qualquer forma, para ajudar a recuperar a qualidade de vida. Além da terapia, pode ser feita a reposição de vitaminas e o uso de antidepressivos.

Antidepressivos na infância

E mesmo que os antidepressivos tenham se mostrado eficientes no tratamento da depressão infantil, devem ser usados com cautela e seu uso deve ser monitorado por um profissional que acompanhe a criança para evitar efeitos colaterais que podem ser graves, alguns dos efeitos colaterais do uso de antidepressivos na infância podem ser:

  • boca seca, 

  • palpitações

  • visão dupla

  • alteração no funcionamento do intestino,

  • tonturas, 

  • náusea, 

  • insônia, 

  • ganho ou perda de peso, 

  • tremores, 

  • dores de cabeça

Além dos efeitos colaterais físicos mencionados, há pesquisas que declaram a ineficácia desses medicamentos em casos de crianças com depressão grave, como o estudo publicado em 2016, também apontam alguns medicamentos antidepressivos como causadores de pensamentos suicidas.

A recomendação dos pesquisadores e médicos é que se faça o uso de medicamentos antidepressivos somente em casos de depressão infantil grave e somente se as psicoterapias falharem.

Precisamos entender que, seja qual for a abordagem terapêutica escolhida, ela é um processo, pode levar tempo, e pode mexer com as emoções de toda a família, no entanto, duas coisas as mamães e papais precisam ter em mente, a primeira é que vale o esforço e a segunda é que ninguém é “culpado”. Todos temos nossos erros e acertos, e num processo terapêutico, alguns deles podem sim ser evidenciados, mas não nos torna “os piores pais do mundo”. Aprendemos, melhoramos e seguimos fazendo o melhor que podemos pelos nossos filhos, não é mesmo?

Você tem uma experiência para dividir com outras mães? Conte para nós a sua história, estamos aqui para compartilhar!

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Redação Comunidade Materna

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